Semana de Sensibilização pelo Fim da Violência contra a Mulher: Orientações e atendimentos são ofertados na Praça Castro Alves em Barreiras

Dando sequência à programação organizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Trabalho, por meio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), em parceria com a Defensoria Pública da Bahia e a Ronda Maria da Penha, nesta sexta-feira (9), o foco das ações que comemoram os 13 anos da Lei Maria da Penha, foi a Praça Castro Alves, no centro de Barreiras. No local, muita orientação ao público chamando atenção pelo fim da violência contra a mulher.

“Esse evento foi pensado para atingir o maior número de pessoas pela necessidade de colocar em pauta o tema do enfrentamento contra a violência à mulher, que muitas vezes fica em um segundo plano. Trazemos para o público a educação em direito que leva até a mulher a capacidade de identificar o que ela está passando e buscar assim, se defender porque muitas vezes ela não entende o que está acontecendo”, explicou a defensora pública Nathália Castelucchi.

Além de conhecer mais sobre direitos, as pessoas que passaram pela praça receberam instruções de como proceder em situação de violência contra a mulher, seja física ou psicológica. O evento integra a programação do Agosto Lilás, dedicado ao tema. “Durante todo esse mês estaremos com palestras educativas em unidades de saúde, escolas e nos CRAS, levando às mulheres e homens orientações eficazes no combate a violência. A gente quer a mulher empoderada, dentro do seu núcleo familiar, capaz de assumir o seu papel de protagonista”, disse a secretária de assistência social e trabalho, Karlúcia Macêdo, que acompanhou as ações da equipe do CRAM.

A comandante da Ronda Maria da Penha em Barreiras, Tenente Nina Rodrigues, destacou a ação conjunta do CRAM, Defensoria Pública e a Ronda no atendimento a denúncias e apoio às vítimas, na cidade. De acordo com ela hoje são 204 mulheres assistidas pela Ronda Maria da Penha, porém esse número não reflete a realidade de casos de violência. “Esses dados são de mulheres que denunciaram e estão sob medida protetiva, nem de longe revela a realidade, os casos são muitos e precisam ser denunciados”, destacou.

O primeiro passo para a mulher em situação de violência doméstica e familiar se defender, é buscar ajuda, para sua proteção e de familiares, ir a uma Delegacia da Mulher (DEAM) e registrar a ocorrência. O CRAM, a Defensoria Pública e a Ronda Maria da Penha são importantes espaços de apoio aos casos. As denúncias podem ser feitas também pelo número 180.

  • Compartilhe: