Psicomotricidade é tema de oficina para professores da educação inclusiva

A formação continuada de professores tem sido uma das molas mestras da educação em Barreiras. Nesta quarta-feira, 10, durante todo o dia, a Prefeitura de Barreiras através da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer reuniu mais de 60 profissionais da educação inclusiva, psicopedagogos, terapeuta holística, psicólogos e fonoaudiólogos do município, na Oficina “Psicomotricidade: diagnóstico e intervenção”.

As intervenções teóricas e práticas foram desenvolvidas pela especialista em psicomotricidade e subdiretora de acessibilidade e inclusão, prof. Eliene Fernandes, que apresentou todos os conceitos e aplicação prática desse estudo, que tem como finalidade pedagógica e psicológica, utilizar os parâmetros da educação física com a intenção de melhorar o comportamento da criança com seu corpo e o espaço. Segundo Eliene, há quem defina a psicomotricidade “como uma ciência que estuda o indivíduo por meio de seu movimento e a interação social”.

No decorrer da oficina, a terapeuta holística Fátima Liguori fez uma sessão de relaxamento com os participantes, mostrando técnicas da dimensão emocional da psicomotricidade. Na parte didática, Eliene apresentou todos os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento das crianças com deficiência e que utilizam as salas de recursos. Os participantes ainda tiveram noção de como trabalhar estruturação espacial, uso da psicomotricidade na aprendizagem, como identificar perturbações e atrasos psicomotores, além, de aplicação de avaliação diagnóstica e recursos para trabalhar a dimensão cognitiva psicomotora.

O instrutor da Sala de Recursos do Colégio Municipal Padre Vieira, Isaac Alves da Silva que já trabalha com alunos com deficiência há mais de 11 anos, elogiou a oficina salientando que o estudo da psicomotricidade ajudará na integração das funções motoras e mentais, principalmente a cognitiva. “A oficina nos fez relembrar diversas técnicas e aprendemos muitas alternativas que poderão nos ajudar principalmente com alunos com múltiplas deficiências, trabalhando com eles a parte motora, força, espaço e também a cognitiva como estratégias para alcançar os objetivos, incentivando também resultados afetivos e de integração”, afirmou Isaac.

A especialista em psicomotricidade Eliene Fernandes salientou que até o final do ano letivo acontecerão mais duas oficinas relacionadas ao tema. “A educação especial deve ser inclusiva, isso quer dizer que as pessoas com deficiências devem ter acesso à educação e aos demais espaços sociais, possibilitando esses alunos a desenvolverem suas potencialidades, respeitando suas condições cognitivas, afetiva e social. A oficina de psicomotricidade ajudará nos trabalhos das salas de recursos e redimensionará uma nova avaliação para os alunos da educação inclusiva, por isso, nosso objetivo é ainda realizar mais duas oficinas com esse tema”, finalizou.

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