Desconstrução do preconceito inspirou culminância do projeto “Amor e Respeito não tem Cor” na escola Municipal Cleonice Lopes, em Barreiras

Mais de 500 estudantes do 5º ao 9º ano produziram peças, artesanato, comidas típicas e aparatos africanos para a mostra perceptiva

Muita dança, poesia, teatro, música, desfile de beleza negra e exposição de trabalhos de pesquisa fizeram parte da Culminância do Projeto de Consciência Negra “Respeito e Amor não tem Cor”, produzida pelos estudantes do 5º ao 9º ano da Escola Municipal Cleonice Lopes, apresentados nesta manhã de sexta-feira, 29, no espaço recreativo da unidade escolar. Com apoio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, a gestão escolar preparou uma programação interativa com a participação especial da Mestra em Estudos Linguísticos da Universidade Federal do Oeste da Bahia-UFOB, professora Luziane Amaral.

Na abertura, a coordenadora pedagógica Maria Lívia explicou sobre a importância das discussões sobre raça, religião, diversidade e temáticas como bullyng e automutilação, que foram debatidas durante todo o ano letivo. A coordenadora ainda salientou que a consciência negra, o combate ao racismo e problemas como exclusão social foram temas reforçados nos meses de outubro e novembro. “A pedagogia nos proporciona esse momento de compartilhar temáticas e conhecer mais o outro. Trabalhamos durante todo ano muitos assuntos relacionados à adolescência, bullyng e automutilação, e no mês de novembro, trouxemos à tona a discussão da Consciência Negra, despertando nos estudantes a possibilidade de um conhecimento com fundamentação teórica e prática para desconstruir os preconceitos e amar o próximo, indiferente da cor da pele”, relatou a coordenadora Maria Lívia.

As vivências, mercado de trabalho, índices e preconceito racial foram temas do bate-papo da professora de Língua Portuguesa da UFOB, Luziane Amaral com os estudantes. Num clima de interação e curiosidade, a professora citou cases de sucesso de personalidades negras e reforçou que a principal receita para o fim do racismo: o amor próprio e ao próximo. “Essa abertura de espaço para discutir e trazer informações aos estudantes é muito importante, eles precisam estar antenados e principalmente respeitar suas origens, sua etnia, religião e também a dos outros”, salientou Luziane.

A diretora pedagógica Aldeci Queiroz, a subdiretora Neuraci Rosalina e o assessor técnico da Secretaria de Educação Aparecido Freitas compareceram para prestigiar a exposição de imagens, mandalas africanas e gastronomia. Os estudantes apresentaram música de axé com a sonoridade da percussão, representação de personalidades artísticas, teatro com a temática senzala e sofrimento dos escravos. “Toda a equipe pedagógica e gestão escolar da Escola Municipal Cleonice Lopes está de parabéns, pelo incentivo a criatividade, a linguagem cultural e todas essas peças produzidas em sala de aula. Discutir a conscientização e pedir respeito às pessoas é como aprender uma matéria nova: um processo mais lento, pedagógico, para fazer com que os estudantes entendam de verdade o tema e repliquem o que aprenderam, esse é nosso papel como educadores, buscar a mudança e melhoramento humano”, finalizou Aldeci.

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